São Paulo - Em vez de cortar gastos, por que não concentrar as energias em aumentar a receita mensal com fontes de renda alternativas? Anísio Castelo Branco, presidente do Instituto Brasileiro de Finanças, Perícias e Cálculos (Ibrafin), defende a estratégia: “Em vez de deduzir da renda fixa as despesas fixas e variáveis, o cálculo de controle das finanças deveria ser feito em duas partes: da renda fixa se deduzem os gastos fixos; e de uma fonte de renda extra são deduzidos os gastos extras”.
Basicamente, trata-se de buscar o seu lado monetizável. Em todos os casos vale ponderar, de acordo com o seu contrato de emprego, até que ponto pode chegar a dedicação à atividade extra, para que ela não gere conflitos.
É importante ressaltar também que novas receitas, em alguns casos, podem implicar em novas tributações. Se a renda extra não for obtida de uma pessoa jurídica e, portanto, não tiver sido tributada na fonte, ela deve ser declarada no imposto de renda.
E ainda, com fontes provenientes de duas fontes jurídicas, na hora de fazer a declaração do Imposto de Renda, deve ser feito o chamado “mensalão”. “Se as duas fontes somadas resultam em um imposto maior do que o já tributado na fonte, o contribuinte deve declarar e pagar o imposto sobre essa diferença, o recolhimento na forma de mensalão”, esclarece Jorge Lobão, diretor de relações institucionais do Centro de Orientação Fiscal (Cenofisco).
1. Ministre palestras
Todo mundo tem alguma história para contar. E para Thales de Azevedo Leito, sócio-fundador da Ata Palestras, todo mundo tem também uma palestra para dar. Ele trabalha no ramo há 14 anos e conta que recorrem à esta renda extra desde camelôs e especialistas em Acarajé até ex-ministros e o ex-presidente Lula.
Os cachês também variam, e muito. Podem chegar a centenas de milhares de reais e, segundo Thales, não é difícil receber mais de 1.000 reais em uma palestra. “Este é um mercado milionário e tem crescido muito porque a cultura brasileira é muito verborrágica. Qualquer um pode dar uma palestra, para isso basta ser natural e ter alguma coisa para falar que interessaria a alguém mais”, afirma Thales.
A Ata Palestras oferece treinamentos para quem quiser se iniciar na área. Os preços são acordados segundo a perspectiva de retorno que o conferencista oferece à empresa. Isto é, se ele for um palestrante com potencial e concordar em se vincular à empresa, ele pode até não pagar nada pela consultoria.
A Ata também busca empresas que paguem pela palestra. Para isso, ela cobra uma parcela do cachê, que varia de acordo com a remuneração do palestrante.
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